SEO

Como fazer uma auditoria SEO ao seu site (checklist completo)

Uma auditoria SEO não precisa de demorar duas semanas nem custar 3.000€. Para a maior parte dos sites de PME em Portugal, uma auditoria séria fica feita num dia, com ferramentas gratuitas e uma ordem clara. O que demora é o que vem depois — corrigir.

Este guia dá-te o checklist em seis frentes, na ordem em que vale a pena fazê-las, e o que decidir em cada bloco. Não é um inventário de 200 verificações — é a lista que separa os problemas que mexem ranking dos que são vaidade.

Antes de começar: o que precisas

Três ferramentas, todas gratuitas para o uso de PME:

  1. Google Search Console — verificado e ligado ao site há ≥ 30 dias.
  2. PageSpeed Insights — para Core Web Vitals.
  3. Screaming Frog SEO Spider (versão grátis, até 500 URLs) — crawl técnico.

Opcionalmente: Ahrefs Webmaster Tools (grátis para o teu domínio) para backlinks.

1. Técnico — o que impede o Google de indexar

A frente mais crítica. Se o Google não consegue rastrear ou indexar, o resto não importa.

  • robots.txt permite o que devia permitir? Não há Disallow: / esquecido?
  • sitemap.xml existe, está atualizado e submetido em Search Console?
  • Status codes: 200 para páginas vivas, 301 para redirects, 404 para o que não existe. Sem cadeias 301→301.
  • HTTPS em todas as páginas, sem mixed content.
  • <meta name="robots"> sem noindex em páginas que deviam indexar.
  • hreflang correto (pt-PT para site PT).
  • Core Web Vitals: LCP < 2,5s, CLS < 0,1, INP < 200ms.

Detalhe em SEO técnico — guia completo.

2. On-page — o que diz ao Google sobre o que é a página

  • Cada página tem um H1 único, com a keyword principal.
  • <title> único, ≤ 60 chars, com keyword na primeira metade.
  • Meta description 140–160 chars, única por página.
  • H2/H3 estruturados em hierarquia lógica.
  • URL descritivo, com hífens, sem parâmetros desnecessários.
  • Imagens com alt descritivo (não é stuffing — é o que está na imagem).
  • Links internos descritivos ([guia de SEO técnico], não "clica aqui").
  • Schema markup mínimo: Organization, LocalBusiness se aplicável, FAQPage em FAQs reais.

Detalhe em guia de SEO on-page.

3. Conteúdo — o que vale a pena rankear

Aqui não há ferramenta. É leitura.

  1. Lista as 20 páginas com mais tráfego (Search Console → Páginas, últimos 28 dias).
  2. Para cada uma: a página responde à pesquisa que a trouxe? Está atualizada (datas, preços)?
  3. Identifica páginas com tráfego em queda há 6+ meses — candidatas a reescrever.
  4. Identifica "thin content" — páginas com < 300 palavras que pretendem rankear.
  5. Identifica canibalização: duas páginas a competir pela mesma keyword.

Se o site não aparece no Google, o problema raramente é só técnico. Ver porque é que o site não aparece no Google.

4. Off-page — autoridade

  • Backlinks: quantos domínios diferentes apontam para o site? (Search Console → Links.)
  • Há backlinks tóxicos (spam, links pagos óbvios) a apontar para o site?
  • Menções da marca sem link (oportunidades para pedir link).
  • Google Business Profile preenchido e otimizado se há vertente local.

5. UX e velocidade — sinais que o Google lê

  • Core Web Vitals em verde nas 3 métricas (PageSpeed Insights).
  • Mobile-friendly em todas as páginas críticas.
  • CLS visível: testes em mobile real, não só em desktop.
  • Navegação clara, sem mais de 3 cliques para qualquer página importante.
  • Cookies banner que não tapa conteúdo no LCP (penaliza mobile).

6. Conversão — o tráfego converte?

SEO sem conversão é tráfego com vaidade. Para cada página crítica:

  • CTA visível acima da dobra.
  • Formulário ou contacto fácil de encontrar.
  • Telefone clicável em mobile.
  • Página de obrigado configurada para conversão (analytics + ads).
  • Métricas básicas configuradas — ver as métricas que importam num site.

Ordem de execução recomendada

  1. Bloqueadores técnicos (robots, sitemap, noindex, redirects partidos) — 1h.
  2. On-page das top 20 páginas (títulos, H1, meta) — 2-3h.
  3. Performance das 5 páginas mais visitadas (Core Web Vitals) — 2-4h.
  4. Conteúdo: identificar thin/canibalização — 1-2h.
  5. Backlinks: limpeza e oportunidades — 1h.
  6. UX e conversão: testar 3 jornadas críticas — 1h.

Total: 8 a 12 horas de auditoria para um site PME médio. O que vem depois — implementar — é outra conversa.

Erros típicos numa auditoria mal feita

Vimos auditorias entregues por agências a clientes PME. Os erros recorrentes:

  1. Inventário em vez de priorização. 280 problemas listados, zero ordem de execução. O cliente paga 1.500€ e fica perdido na mesma.
  2. Score genérico ("85/100") sem dizer o que pesa nos 15 pontos em falta.
  3. Sugestões sem impacto previsto. "Adicionar schema" sem dizer que schema, em que páginas, e que rich result pode aparecer.
  4. Auditoria copy-paste de outra agência (típico: ferramenta Semrush exportada sem análise).
  5. Sem revisita dos dados reais do cliente. Não abre Search Console do cliente. Só ferramentas de terceiros.
  6. Falar de "autoridade do domínio" como se fosse métrica do Google. Não é.
  7. Recomendar "publicar mais conteúdo" sem mapear o que rende.

Uma auditoria boa é prosa curta com prioridades, não PDF de 60 slides genéricos.

Output: o que entregar no fim

Uma auditoria útil termina num documento com três partes:

  1. Lista priorizada de problemas (impacto × esforço).
  2. Quick wins — coisas a fazer esta semana (< 1h cada).
  3. Roadmap a 90 dias — o que precisa de implementação maior.

Sem priorização, a auditoria vira inventário e o cliente não sabe por onde começar.

Cadência: quando reauditar

A auditoria SEO não é evento único. Recomendação prática para PME PT:

  • Auditoria completa: a cada 12 meses.
  • Revisão técnica rápida (1-2h): trimestral — Search Console, Core Web Vitals, indexação.
  • Após mudança grande (redesign, migração, mudança de plataforma): auditoria parcial focada no que mexeu.
  • Após core update do Google: verificar se houve queda anormal nas 8 semanas seguintes.

Sem cadência, o site degrada-se em silêncio. Os erros entram um a um — um plugin novo, uma página criada sem H1, uma imagem pesada no hero — e em 18 meses o tráfego está 40% abaixo sem que ninguém perceba quando começou.

O ângulo prático

A auditoria mais útil é a que termina em 3 documentos de uma página cada:

  1. Quick wins — esta semana, < 1h cada.
  2. Médio prazo — 30-90 dias, requer dev ou conteúdo.
  3. Roadmap — 3-12 meses, requer investimento ou decisão estratégica.

Esse formato é executável. O PDF de 60 páginas com 280 findings é bom para a fatura — mau para o cliente.

Perguntas frequentes

Qual o custo típico de uma auditoria SEO em Portugal? Auditoria séria para site PME: 500€ a 2.500€ consoante volume de páginas e profundidade. Abaixo de 500€ é, tipicamente, output automático sem análise. Acima de 3.000€ exige escopo justificado (e-commerce com 5.000+ URLs, migração planeada).

E se não tiver Search Console há 30 dias? Faz auditoria técnica e on-page no mesmo dia, mas adia análise de conteúdo e off-page para quando houver dados. Search Console começa a recolher impressões/cliques no momento da verificação — não retroage.

Posso fazer auditoria com IA (ChatGPT, Claude)? Para checklist técnico, sim. Para análise de dados próprios (Search Console, PageSpeed do teu site), a IA precisa dos dados. Auditoria 100% IA sem dados próprios = inventário genérico.

Quando é que a auditoria SEO já não chega? Quando o problema é estrutural: plataforma errada (WordPress mal configurado, builder sem controlo), arquitetura de conteúdo errada (canibalização sistemática), ou conteúdo de fundo fraco. Nesses casos, recomendação após auditoria é redesign ou migração, não fix incremental.

E para sites em construção? Faz auditoria preventiva antes do lançamento — robots.txt, sitemap, schema, performance. Custa 2-4 horas e evita 90% dos erros que aparecem após launch.

Devo auditar concorrentes ao mesmo tempo? Não em primeira passagem. Concentra-te em ti. Auditoria a concorrentes serve para benchmarking depois — não para identificar o que está errado no teu site.

E se a auditoria sugere reescrever o site inteiro? Sinal de que o problema é estrutural (plataforma errada, conteúdo de fundo fraco). Avalia custo de redesign vs ganho previsto. Em sites com 50+ páginas e 3+ anos de problemas acumulados, redesign costuma ser mais barato a 12 meses do que fix incremental.


No sitesfixe.pt auditamos e arrumamos o SEO de sites em Portugal — Search Console, Core Web Vitals, schema, conteúdo. Entregamos o relatório priorizado e implementamos o que precisa de implementação. Sites desde 1.500€. Manutenção desde 80€/mês inclui monitorização SEO contínua. Pedir orçamento.

Lê também:

Fontes

Precisas de um site ou loja online?

Agência digital portuguesa. Sites e lojas online rápidos, otimizados para o Google e feitos para resultado.

Pedir orçamento