LCP, INP e CLS: o que significam e como melhorá-los
LCP, INP e CLS: o que significam e como melhorá-los
Se já leste Core Web Vitals explicados para quem não é técnico, sabes que o Google mede a experiência do teu site com três métricas. Este artigo é o passo seguinte: ver cada uma delas em detalhe — o que mede, que valor é "bom", o que costuma estragá-la e, sobretudo, como a melhorar.
É um pouco mais técnico, mas vale a pena perceber, nem que seja para saber o que pedir a quem trata do teu site.
LCP — Largest Contentful Paint
O que mede
O LCP mede quanto tempo demora a aparecer o maior elemento visível quando se abre a página — tipicamente a imagem grande do topo, um vídeo ou o bloco principal de texto. É a métrica que responde a "a página carregou rápido?".
Que valor é bom
- Bom: até 2,5 segundos.
- A melhorar: entre 2,5 e 4 segundos.
- Mau: acima de 4 segundos.
O que costuma estragar o LCP
- Imagens enormes e não otimizadas no topo.
- Alojamento lento a responder.
- Tipos de letra e scripts que bloqueiam a renderização.
- Excesso de código a carregar antes do conteúdo principal.
Como melhorar
- Otimiza a imagem principal (comprime, usa formatos modernos, dimensiona certo) — ver Imagens lentas a travar o site.
- Dá prioridade ao carregamento do elemento principal e adia o resto.
- Melhora o alojamento e usa cache e CDN para o servidor responder depressa.
- Reduz o que bloqueia a renderização (CSS e JavaScript críticos primeiro, o resto depois).
INP — Interaction to Next Paint
O que mede
O INP mede a rapidez com que a página responde quando interages com ela — clicar num botão, abrir um menu, escrever num campo. Ao contrário do LCP (que olha para o carregamento inicial), o INP avalia a resposta ao longo de toda a visita. Substituiu uma métrica anterior, o FID, por dar um retrato mais fiel da interatividade.
Que valor é bom
- Bom: até 200 milissegundos.
- A melhorar: entre 200 e 500 milissegundos.
- Mau: acima de 500 milissegundos.
O que costuma estragar o INP
- Excesso de JavaScript a ocupar o processador.
- Scripts de terceiros pesados (chats, tracking, widgets).
- Código que faz a página "congelar" enquanto processa.
Como melhorar
- Reduz e otimiza o JavaScript — menos código, melhor escrito.
- Limita os scripts de terceiros ao essencial e carrega-os de forma a não travar a interação.
- Divide tarefas pesadas para a página não bloquear enquanto trabalha.
- Remove plugins desnecessários (sobretudo em WordPress).
CLS — Cumulative Layout Shift
O que mede
O CLS mede o quanto os elementos da página saltam de sítio enquanto ela carrega. É a métrica da estabilidade visual — aquela frustração de ires clicar e, no último instante, tudo se mexer e clicares no sítio errado.
Que valor é bom
- Bom: 0,1 ou menos.
- A melhorar: entre 0,1 e 0,25.
- Mau: acima de 0,25.
O que costuma estragar o CLS
- Imagens e vídeos sem dimensões definidas — o espaço deles só "aparece" depois de carregarem, empurrando o resto.
- Anúncios e conteúdo inserido dinamicamente sem espaço reservado.
- Tipos de letra que mudam o tamanho do texto ao carregar.
Como melhorar
- Define sempre largura e altura de imagens e vídeos, para o espaço ser reservado à partida.
- Reserva espaço para anúncios, banners e elementos que carregam depois.
- Gere bem os tipos de letra para evitar que o texto "salte" quando a fonte final carrega.
Como medir e acompanhar
Para ver os três valores do teu site:
- PageSpeed Insights — teste rápido com diagnóstico e sugestões.
- Search Console — relatório de Core Web Vitals com os dados reais dos teus visitantes, agregados.
Lembra-te da distinção entre dados de laboratório (teste simulado, útil para diagnosticar) e dados de campo (a experiência real, que é o que o Google valoriza). Otimiza, mas confirma sempre com os dados de campo ao longo do tempo.
A ordem prática
Se tens de priorizar:
- CLS — costuma ser o mais rápido de corrigir (definir dimensões, reservar espaço).
- LCP — atacar imagens e alojamento dá grandes ganhos.
- INP — o mais técnico, ligado a JavaScript e scripts.
Se ainda não sabes porque é que o site, no geral, está lento, começa por Porque é que o seu site é lento (e como acelerá-lo).
Conclusão
LCP, INP e CLS traduzem três perguntas simples — carrega rápido, reage depressa, fica quieto — em números que podes medir e melhorar. Nenhum exige magia: imagens otimizadas e bom alojamento tratam do LCP; menos JavaScript trata do INP; dimensões definidas e espaço reservado tratam do CLS. Resolver isto melhora a experiência de quem te visita, as tuas conversões e a forma como o Google te vê.
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Lê também:
- Core Web Vitals explicados para quem não é técnico
- Imagens lentas a travar o site: formatos, compressão e lazy loading
- Porque é que o seu site é lento (e como acelerá-lo)
Fontes
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