6 perguntas a fazer antes de contratar quem faz o seu site
6 perguntas a fazer antes de contratar quem faz o seu site
Uma boa pergunta na altura certa poupa-te meses de frustração e centenas (ou milhares) de euros. O problema é que a maioria das pessoas só descobre o que devia ter perguntado quando já é tarde — o site está entregue, falta metade, e ninguém quer assumir.
Estas são as 6 perguntas que separam um projeto tranquilo de um pesadelo. Faz-as antes de assinar fosse o que for.
1. "O site fica meu? Domínio, acessos e código incluídos?"
A pergunta mais importante de todas, e a que mais gente esquece. Tens de ficar dono de:
- O domínio, registado em teu nome.
- Os acessos completos à área de gestão e ao alojamento.
- O código do site.
Há fornecedores que prendem o cliente: o site só vive enquanto pagas a eles e, se quiseres sair, levas... nada. Confirma isto por escrito. Aprofundamos o tema em o site é seu: domínio, código e acessos.
2. "O que está exatamente incluído no orçamento?"
"Faço-te um site por X" não é um orçamento; é uma armadilha. Pede o detalhe:
- Quantas páginas?
- Os textos são da minha responsabilidade ou são escritos por vocês?
- Quem trata das imagens?
- Quantas revisões estão incluídas antes de pagar extra?
- O orçamento inclui SEO técnico, formulários, integração com newsletter ou marcações?
Tudo o que não estiver escrito vai virar discussão e custo extra mais tarde. Vê como avaliar uma proposta para além do preço.
3. "Quanto tempo demora e o que depende de mim?"
Os prazos de um site dependem muito do cliente — sobretudo da entrega de conteúdos (textos, fotos, logótipo). Pergunta:
- Qual o prazo realista, do início à entrega?
- O que precisas de mim e em que momentos?
- O que acontece se eu atrasar a entrega dos conteúdos?
Um fornecedor sério diz-te que os atrasos costumam vir do lado do cliente — e ajuda-te a evitá-los com um briefing claro.
4. "O site é entregue otimizado para o Google e rápido no telemóvel?"
Um site bonito que ninguém encontra não serve de nada. E mais de dois terços do tráfego em Portugal é em telemóvel. Pergunta diretamente:
- O site é entregue com SEO técnico de base?
- É rápido e cuidado em ecrãs pequenos (mobile-first)?
- Os Core Web Vitals ficam verdes?
Se a resposta for vaga ou "isso é um serviço à parte", fica atento ao que estás mesmo a comprar.
5. "Como fica o RGPD e as páginas legais?"
O teu site vai recolher dados (formulários, cookies, newsletter), o que te obriga a cumprir o RGPD, supervisionado em Portugal pela CNPD. Confirma que o site é entregue com:
- Política de privacidade e termos de utilização.
- Banner de consentimento de cookies a funcionar.
- Formulários com base legal para recolher dados.
Sem isto, ficas com um problema legal embrulhado num site bonito.
6. "O que acontece depois da entrega?"
O site não acaba no dia em que vai para o ar. Precisa de atualizações, cópias de segurança e pequenas alterações. Pergunta:
- Há plano de manutenção? Quanto custa por mês?
- Consigo editar conteúdos sozinho ou dependo sempre de vocês?
- Quem corrige se algo deixar de funcionar — e em quanto tempo?
Um fornecedor que desaparece depois de receber é um sinal de alarme.
Bónus: a pergunta que revela tudo
"Posso ver dois ou três sites que fizeram e que estejam mesmo no ar?"
A resposta a esta pergunta diz-te mais do que qualquer argumento de venda. Visita os sites, testa-os no telemóvel, vê se carregam depressa. Trabalho real fala por si — e quem não o mostra tem, normalmente, alguma razão para isso.
Em resumo
Antes de contratar, garante respostas claras a estas seis perguntas: o site fica meu, o que está incluído, prazos e o que depende de mim, SEO e telemóvel, RGPD, e o que acontece depois. Se o fornecedor responde com transparência a todas, estás em boas mãos. Se foge a alguma, já sabes o que esperar.
Para uma checklist mais ampla de critérios, vê como escolher um estúdio de criação de websites em Portugal.
No sitesfixe.pt respondemos a todas estas perguntas com um "sim" claro e por escrito: o site fica mesmo teu, com SEO e RGPD de base, e damos-te formação para o gerires. Pede um orçamento sem compromisso.
Lê também:
- Como escolher um estúdio de criação de websites em Portugal (8 critérios)
- Como avaliar uma proposta de criação de site (para além do preço)
- O site é seu: porque deve ser dono do domínio, do código e dos acessos
Fontes
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