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Anatomia de uma landing page que converte: 9 elementos essenciais

Anatomia de uma landing page que converte: 9 elementos essenciais

Uma landing page bonita não é o mesmo que uma landing page que converte. A diferença está na ordem e na função de cada bloco. Uma boa página de aterragem é uma conversa: prende a atenção, explica o valor, derruba objeções e pede a ação no momento certo. Aqui estão os 9 elementos que sustentam essa conversa, pela ordem em que devem aparecer.

1. Título que prende em segundos

A primeira coisa que o visitante lê tem de dizer, sem rodeios, o que ganha ao ficar. Se o título for vago ("Bem-vindo" ou "A melhor solução do mercado"), perdes a pessoa. Um bom título é específico e centrado no benefício. Dedicamos um guia inteiro a isto: como escrever um título de landing page que prende em 3 segundos.

2. Subtítulo que explica o "como"

Se o título promete um resultado, o subtítulo explica de forma breve como o entregas. É a frase que transforma a curiosidade em interesse. Uma linha, no máximo duas.

3. Imagem ou vídeo que mostra (não decora)

A imagem principal — o herói da página — deve mostrar o produto, o serviço em ação ou o resultado que o cliente quer. Imagens de banco genéricas (o clássico aperto de mão em frente a um portátil) não acrescentam nada. Se podes mostrar o teu trabalho real, mostra.

4. Botão de ação acima da dobra

O primeiro call to action (CTA) deve estar visível sem ter de rolar a página. Quem já está convencido não devia ter de procurar onde clicar. Como escrever botões que as pessoas clicam mesmo está no guia sobre CTA que convertem.

5. Benefícios, não características

As pessoas não compram características; compram o que essas características fazem por elas. Em vez de "site com 99,9% de uptime", diz "o teu site sempre disponível, mesmo nos picos de visitas". Lista de três a cinco benefícios, cada um numa frase curta, fácil de varrer com os olhos.

6. Prova social

Testemunhos, casos, logótipos de clientes, avaliações. É aqui que a confiança se constrói: as pessoas acreditam mais noutras pessoas do que em ti a falar de ti. Importante — prova social tem de ser real. Inventar métricas ou testemunhos é um tiro no pé (e em alguns casos, problemático legalmente). Como usar bem está em prova social na landing page.

7. Tratamento de objeções

Toda a gente que hesita tem um "mas" na cabeça: "é caro", "não vou ter tempo", "e se não resultar?". Uma boa landing page antecipa esses "mas" e responde-lhes — numa secção de perguntas frequentes, numa garantia, num parágrafo que desarma o receio. O que não respondes, o visitante resolve sozinho: vai-se embora.

8. Formulário ou ação clara

Se o objetivo é captar contactos, o formulário tem de ser simples. Cada campo extra é uma desistência potencial. E em Portugal, recolher dados implica respeitar o RGPD: consentimento dado por ato positivo (uma caixa que a pessoa assinala, nunca pré-assinalada), informação clara sobre o que vais fazer com os dados e ligação à política de privacidade (CNPD). Quantos campos pôr e como reduzir desistências está no guia sobre campos do formulário de captura.

9. CTA final (e a repetição certa)

No fim da página, repete a chamada à ação. Quem rolou até baixo leu tudo e pode estar pronto agora. Em páginas longas, vale a pena repetir o CTA ao longo do percurso, sempre com a mesma promessa, para que o visitante nunca tenha de procurar como avançar.

A regra que junta tudo: uma página, um objetivo

O erro mais comum é querer que a landing page faça tudo ao mesmo tempo — captar contactos, vender, mostrar o portefólio, levar ao blog. Uma página com cinco objetivos não tem nenhum. Escolhe a única ação que importa e desenha tudo à volta dela. Retira o menu, retira os links de fuga, retira o ruído.

Erro de estrutura mais frequente

Pôr o formulário ou o CTA antes de teres dado uma razão para agir. Pedir o contacto no topo, antes de explicar o valor, é como pedir o número de telefone antes de dizer "olá". A ordem importa: primeiro mereces a ação, depois pede-la.


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