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O que é o funil de vendas e como o seu site se encaixa nele

O que é o funil de vendas e como o seu site se encaixa nele

"Funil de vendas" é uma daquelas expressões que se ouve em todo o lado e que parece complicada — mas a ideia por trás é das mais simples e úteis do marketing. Percebê-la muda a forma como olhas para o teu site, porque deixas de o ver como uma "montra digital" e passas a vê-lo como uma máquina de transformar estranhos em clientes, etapa a etapa.

Vamos desmontar o conceito e, mais importante, mostrar como cada parte do teu site tem um papel a cumprir nessa jornada.

O funil em três etapas

Imagina um funil de cozinha: largo em cima, estreito em baixo. Muita gente entra no topo; só uma parte chega ao fundo e compra. É natural — nem toda a gente que ouve falar de ti está pronta para comprar hoje. O funil organiza essas pessoas por momento de decisão.

Topo do funil — Descoberta

A pessoa tem um problema ou uma curiosidade, mas ainda nem te conhece. Está a procurar informação, não a comprar. Exemplo: alguém pesquisa "porque é que o meu site não aparece no Google".

Aqui o objetivo não é vender — é ser encontrado e ganhar a primeira atenção. É o território do conteúdo: artigos de blog, respostas a perguntas, presença no Google. Ver marketing de conteúdos.

Meio do funil — Consideração

A pessoa já percebeu que tem um problema e está a avaliar soluções (e fornecedores). Compara opções, pesa prós e contras, quer perceber se és de confiança.

Aqui o teu site mostra que sabes do que falas e que mereces confiança: páginas de serviços claras, casos reais, comparativos honestos, uma boa página "Sobre". É também onde captas o contacto de quem ainda não está pronto a comprar — ver página de captura de leads.

Fundo do funil — Decisão

A pessoa está pronta para avançar. Só precisa do empurrão final e de não ter atritos no caminho. Procura "[o teu serviço] preço" ou "contactar [o teu serviço]".

Aqui o site tem de facilitar a ação: botões de contacto visíveis, formulário simples, página de preços ou orçamento, prova social que tira a última dúvida. É o domínio das landing pages e das páginas de conversão — ver anatomia de uma landing page que converte.

Como cada parte do site trabalha em cada etapa

O erro mais comum é querer vender a toda a gente, em todo o lado. Atirar "Compre já!" a quem ainda anda na fase de descoberta afasta. Cada página deve falar à etapa certa:

EtapaO que a pessoa querPáginas do site que servem
DescobertaInformação, respostasBlog, artigos, FAQ
ConsideraçãoConfiança, comparaçãoServiços, Sobre, casos, captação de contacto
DecisãoAvançar sem atritoContacto, orçamento, preços, landing pages

Um site bem pensado conduz a pessoa de uma etapa para a seguinte. O artigo de blog que respondeu à dúvida liga para a página de serviço; a página de serviço dá confiança e leva ao contacto. É uma viagem, não um salto.

O funil não é uma linha reta

Na prática, ninguém percorre o funil de forma perfeita. As pessoas entram a meio, recuam, saem e voltam semanas depois. Por isso é que captar o contacto a meio do funil é tão valioso: permite-te continuar a conversa (por email, por exemplo) com quem ainda não estava pronto, em vez de o perderes para sempre.

E por isso é que o tráfego pago e o orgânico se complementam: os anúncios costumam apanhar gente mais perto da decisão, o conteúdo alimenta o topo e o meio.

O que isto significa para o teu site

  • Não tenhas só uma página "que vende". Tem conteúdo para quem descobre, prova para quem considera e facilidade para quem decide.
  • Liga as páginas entre si. Cada página deve ter um próximo passo lógico para a etapa seguinte.
  • Capta contactos a meio. Nem toda a gente compra hoje; não percas quem volta amanhã.
  • Mede onde as pessoas desistem. Se entram muitas no topo mas poucas chegam ao contacto, há um buraco a meio do funil para tapar.

Pensar o site como funil é o que separa um site bonito de um site que trabalha. O primeiro impressiona; o segundo traz clientes.


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