Redesign de site: quando vale a pena reformular (e quando não)
Redesign de site: quando vale a pena reformular (e quando não)
"Já temos um site há uns anos, talvez esteja na altura de mudar." É uma frase que ouvimos quase todas as semanas. Por vezes tem toda a razão de ser — o site está a travar o negócio. Outras vezes, é puro impulso: alguém viu um site bonito de um concorrente e ficou com vontade de gastar dinheiro sem saber bem porquê.
Refazer um site não é barato nem rápido. Antes de avançar, vale a pena perceber se o problema é mesmo o design ou se é outra coisa. Neste guia distinguimos as razões que justificam um redesign das que não justificam — e mostramos como decidir com a cabeça e não com a emoção.
O que é (e o que não é) um redesign
Um redesign é uma reformulação significativa do site: nova estrutura, novo design, muitas vezes nova base técnica. Não confunda com:
- Atualizar conteúdo — trocar textos, fotos ou preços é manutenção normal, não exige refazer nada.
- Ajustar uma página — melhorar a página de serviços ou criar uma landing nova é trabalho pontual.
- Corrigir a velocidade — um site lento pode, muitas vezes, ser acelerado sem se mexer no design.
Se o que precisa é uma destas três coisas, não precisa de um redesign. Precisa de manutenção ou de um pequeno projeto. Refazer tudo seria usar uma marreta para pregar um prego.
Quando vale mesmo a pena reformular
Estes são os sinais legítimos de que um redesign se justifica.
1. O site não funciona em telemóvel
Mais de dois terços do tráfego web em Portugal vem de telemóvel. Se o seu site foi feito há seis ou sete anos e não é responsivo — obriga a fazer zoom, os botões são minúsculos, o menu não abre —, está a perder a maioria dos visitantes. Isto, por si só, justifica refazer.
2. A base técnica está obsoleta ou insegura
Sites construídos em tecnologias abandonadas, com plugins que já não recebem atualizações, ou em versões antigas de WordPress, são uma porta aberta a ataques e impossíveis de manter. Quando a fundação está podre, remendar sai mais caro do que reconstruir.
3. Não consegue atualizar nada sozinho
Se cada pequena alteração depende de uma agência que já nem responde, ou de um ficheiro que ninguém sabe editar, o site tornou-se um peso. Um site moderno deve permitir-lhe trocar textos e imagens sem pedir ajuda. Falamos disto no guia O site é seu: domínio, código e acessos.
4. A imagem da empresa mudou (e o site ficou para trás)
Mudou de nome, de logótipo, de posicionamento, de serviços. O site continua a contar uma história antiga. Aqui o redesign não é vaidade — é coerência de marca.
5. O site não traz clientes
Tem visitas mas ninguém pede orçamento. Ninguém liga. O site é bonito mas não está pensado para converter — não há chamadas à ação claras, o formulário está escondido, a proposta de valor não se percebe nos primeiros segundos. Aqui o redesign é um investimento com retorno direto.
Se reconhece dois ou mais destes sinais, provavelmente está na altura. Aprofundámos o tema em 7 sinais de que o seu site está a travar o crescimento.
Quando NÃO vale a pena (ainda)
Refazer um site por estas razões costuma ser dinheiro desperdiçado.
- "Está na moda outro estilo." Tendências de design passam. Se o seu site é claro, rápido e converte, não o refaça só porque viu um efeito giro algures.
- "O concorrente fez um novo." O site do concorrente pode estar a vender menos do que o seu. Não copie decisões de quem não conhece os números.
- "Apeteceu-me mexer." Sem um objetivo de negócio por trás, um redesign é só uma despesa. Defina primeiro o que quer melhorar — mais pedidos? menos chamadas a perguntar o óbvio? vendas online?
- O problema é de marketing, não de site. Se ninguém visita o site, o problema pode ser de SEO ou de divulgação, não de design. Um site novo invisível continua invisível.
Redesign e SEO: o cuidado que ninguém pode esquecer
Aqui está o erro mais caro que se comete num redesign: refazer o site e perder, da noite para o dia, todas as posições conquistadas no Google ao longo de anos.
Acontece quando os endereços das páginas mudam e ninguém trata de redirecionar os antigos para os novos. O Google chega aos endereços antigos, encontra erros, e o tráfego desaba.
A solução existe e é conhecida: redirecionamentos 301 (permanentes), feitos um a um, de cada endereço antigo para o seu equivalente novo. Segundo a própria documentação do Google, os 301 transferem a autoridade da página antiga para a nova. Nunca redirecionar tudo para a página inicial — isso confunde o Google e perde-se o valor.
Detalhamos todo o processo no guia Migrar um site sem perder posições no Google. Se vai fazer redesign, leia-o antes de avançar — ou garanta que quem o faz tem isto em conta no orçamento.
Como decidir, na prática
Antes de pedir propostas de redesign, responda honestamente:
- Qual é o problema concreto? Escreva-o numa frase. "O site não funciona em telemóvel." "Não consigo atualizar nada." "Tenho visitas mas zero pedidos." Se não conseguir, talvez não precise de redesign.
- Esse problema resolve-se com manutenção ou com reformulação? Nem tudo exige refazer.
- O que vai melhorar para o negócio? Mais pedidos, vendas online, menos dependência de terceiros.
- Quem vai garantir o SEO na transição? Sem isto no orçamento, fuja.
Um bom estúdio começa por aqui — por perguntas — e não por um número à toa.
No sitesfixe.pt avaliamos primeiro se precisa mesmo de refazer ou só de melhorar — e quando o redesign se justifica, fazemo-lo com migração de SEO cuidada (redirecionamentos 301), performance comprovada e o site a ficar mesmo seu. Websites institucionais desde 1.500€. Pedir orçamento e dizemos-lhe, com honestidade, o que faz sentido para o seu caso.
Leia também:
- 7 sinais de que o seu site está a travar o crescimento
- Migrar um site sem perder posições no Google
- Quanto custa um site institucional em Portugal?
Fontes
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